Ir para conteúdo
Tio_Maluco

[Meio Bit] Para diretor da Ubisoft, falta alma à indústria de games

Recommended Posts

Para quem acompanha os games há muito anos, é fascinante ver como a indústria evoluiu. Hoje os jogos eletrônicos fazem parte da vida de uma número imenso de pessoas, sendo capazes de levar as mais variadas culturas para jogadores do mundo inteiro. Porém, ao mesmo tempo em que eles se tornaram uma mídia tão poderosa, há quem defenda que boa parte da sua essência foi deixada no passado.

20181004valiant-hearts.jpg
 
Uma pessoa que acredita nisso é Serge Hascoet, diretor de criação que há 30 anos vem supervisionando boa parte dos títulos desenvolvidos pela Ubisoft. Ao conceder uma entrevista à revista GameInformer, ele foi questionado sobre o que mais lhe empolga nos games atualmente e a resposta dada foi muito interessante.
 

“Existem muitas coisas que me empolgam; é uma indústria maravilhosa. Tudo muda muito rapidamente […] O nosso negócio é cheio de possibilidades.
 
[Mas] sabe o que está faltando na indústria? Uma alma. Os videogames são sobre jogar e jogar não é sobre entretenimento, é sobre aprender. Quando você aprende, você se diverte. Mas quando somos apenas entretenimento, estamos perdendo algo. Eu questiono a equipe sobre quais os reais benefícios que o jogador tirará do nosso jogo para a sua vida real. No momento, não fazemos o suficiente nesta área. Isso é o que me empolga, como criar algo que o deixe ter a maior diversão, enquanto também possui algo que seja benéfico para a sua vida.â€



Por ser uma pessoa que sempre defenderá que os games podem servir para muito mais do que apenas entreter, acho sensacional ver alguém com a importância de Serge Hascoet abordar o assunto. Porém, não concordo muito com a maneira como ele se expressou.

Primeiro, eu não acho que falte alma aos jogos eletrônicos. Embora boa parte do que é lançado atualmente realmente possa ser classificado como obras pasteurizadas, que simplesmente tentam faturar o máximo possível e por isso estão bem longe de poderem ser considerados obras de arte, ainda existe muita coisa chegando ao mercado que é capaz de despertar no jogador os mais diversos sentimentos.

Isso pode ser visto com mais frequência nos jogos independentes, é verdade, mas mesmo nas grandes editoras/desenvolvedoras podemos encontrar algumas pérolas e só para usar a própria Ubisoft como exemplo, como acusar títulos como Child of Light ou Valiant Hearts: The Great War de não possuírem alma?

Outro ponto que discordo na declaração de Hascoet é quando ele afirma que jogar não é sobre entretenimento, mas sobre aprender. Sim, sempre acharei muito legal quando um jogo consegue nos ensinar alguma coisa ou simplesmente despertar o nossos interesse por determinados assuntos. Franquias ambientadas em períodos históricos sempre foram muito boas em fazer isso, mas não é difícil encontrarmos pessoas que aprenderam muito sobre o espaço após se apaixonarem por jogos de ficção científica ou que se interessaram por música depois de ter contato com um Guitar Hero.

A ideia da Ubisoft de transformar o Assassin’s Creed Origins (e futuramente o Assassin’s Creed Odyssey) em um museu interativo foi algo espetacular, mas não é por isso que devemos desejar que todo título sirva como uma plataforma de ensino. Precisamos lembrar que mesmo sem ter essa intenção, diversos jogos japoneses conseguiram nos fazer ter interesse pela cultura daquele país e aconteça essa troca de cultura de maneira proposital ou não, eu não consigo me imaginar dedicando horas a um jogo apenas para aprender sobre o tema abordado por ele.

Enfim, o objetivo principal dos jogos sempre será entreter, mas se durante o percurso ele for capaz de nos ensinar algo ou mesmo despertar o nosso interesse pelo assunto, acredito que aí sim teremos o melhor cenário.
 
Fonte Meio Bit

  • Curti 2

Compartilhe esta postagem


Link to post
Share on other sites

Cara de pau. Justo da empresa que transforma um jogo com a história do AC em franquia anual e faz perder todo o sentido no decorrer do caminho...

  • Curti 8

Compartilhe esta postagem


Link to post
Share on other sites

Cara de pau. Justo da empresa que transforma um jogo com a história do AC em franquia anual e faz perder todo o sentido no decorrer do caminho...

 

ia falar exatamente isso..

  • Curti 1

Compartilhe esta postagem


Link to post
Share on other sites

Esse cara aí  que supervisiona o FarCry? Se sim, no que falta alma para a indústria falta critério para ele.

Compartilhe esta postagem


Link to post
Share on other sites

Não, jogar não é aprender. Jogar sempre foi e sempre será entretenimento. Se junto a isso houver algum aprendizado, legal; se for um ou outro, deve ser a diversão.

E dizer que falta alma aos games" e socar um AC atrás do outro - usando a mesma fórmula - nem merece comentários....

O que falta mesmo são pessoas que se preocupem apenas em fazer um produto bem feito e divertido, sem agenda ideológica, sem enfiar microtransação goela abaixo

e sem preocupações com o que não é necessário.

É só ver os jogos antigos, da época do Atari, MSX, etc: eles eram muito divertidos por um motivo: eram feitos pra divertir. Claro que atualmente essas produções "simplórias"

não funcionam bem, mas o foco na diversão deveria ter sido mantido. Talvez por isso existam tantos AAA esquecíveis e tantos Indies memoráveis.

 

  • Curti 2

Compartilhe esta postagem


Link to post
Share on other sites

Ele tá falando da empresa dele na terceira pessoa(?). 

 

Eu jogo pra me divertir, os 100% vem depois, já que virou mais um hobbie com meta, do que objetivo a mais; Acho interessante o fato em que os jogos têm ficado mais imersivos na narrativa que na gameplay em si, um título que recomendo e cito é o próprio RiME, esse jogo sim têm alma e me cativou cada momento, apesar de certos momentos de gameplay em eu fiquei cansado pelo fato do jogo não ser imersivo na gameplay, e sim, na narrativa.

  • Curti 2

Compartilhe esta postagem


Link to post
Share on other sites

Thomas is alone, esse jogo sim tem alma. E olha que o Tio ta falando de um jogo que a gente controla um quadrado.

  • Curti 2

Compartilhe esta postagem


Link to post
Share on other sites

Não, jogar não é aprender. Jogar sempre foi e sempre será entretenimento. Se junto a isso houver algum aprendizado, legal; se for um ou outro, deve ser a diversão.

E dizer que falta alma aos games" e socar um AC atrás do outro - usando a mesma fórmula - nem merece comentários....

O que falta mesmo são pessoas que se preocupem apenas em fazer um produto bem feito e divertido, sem agenda ideológica, sem enfiar microtransação goela abaixo

e sem preocupações com o que não é necessário.

É só ver os jogos antigos, da época do Atari, MSX, etc: eles eram muito divertidos por um motivo: eram feitos pra divertir. Claro que atualmente essas produções "simplórias"

não funcionam bem, mas o foco na diversão deveria ter sido mantido. Talvez por isso existam tantos AAA esquecíveis e tantos Indies memoráveis.

 

Discordo em partes.

Quando vc começa um jogo e fica entretido nele, vc está aprendendo ali a mecanica do jogo.

Pelo menos eu vejo dessa forma.

Quando eu começei a jogar games lá em 1990 o que mais me fascinou nos jogos era o aprendizado dele, em como conseguir passar, traçar estratégias e etc.

E sim isso é divertido!!! Pega um RPG tatico, vc fica ali horas aprendendo a como lidar com seus inimigos.

 

Um outro ponto é que quem é gamer sempre está em busca de informação e aprendizado, um exemplo claro disso é esse forum, vc entra aqui pra aprender como pegar trofeus X,Y,Z, aprender como passar de uma certa parte q não consegue, buscar informações e etc.

 

Pelo menos eu vejo dessa forma, games são SIM diversão, mas boa parte dessa diversão se dá por aprendizado e isso é gratificante.

 

Enfim, só quis dizer q existe sim a parte de aprendizado nos games, pelo meu ponto de vista.

 

Agora sobre ele falar de alma....ai ele já tá tirando, jogos da ubi são os mais sem alma possivel.

FC5 cof cof.

Compartilhe esta postagem


Link to post
Share on other sites

Discordo em partes.

Quando vc começa um jogo e fica entretido nele, vc está aprendendo ali a mecanica do jogo.

Pelo menos eu vejo dessa forma.

Quando eu começei a jogar games lá em 1990 o que mais me fascinou nos jogos era o aprendizado dele, em como conseguir passar, traçar estratégias e etc.

E sim isso é divertido!!! Pega um RPG tatico, vc fica ali horas aprendendo a como lidar com seus inimigos.

 

Um outro ponto é que quem é gamer sempre está em busca de informação e aprendizado, um exemplo claro disso é esse forum, vc entra aqui pra aprender como pegar trofeus X,Y,Z, aprender como passar de uma certa parte q não consegue, buscar informações e etc.

 

Pelo menos eu vejo dessa forma, games são SIM diversão, mas boa parte dessa diversão se dá por aprendizado e isso é gratificante.

 

Enfim, só quis dizer q existe sim a parte de aprendizado nos games, pelo meu ponto de vista.

 

Agora sobre ele falar de alma....ai ele já tá tirando, jogos da ubi são os mais sem alma possivel.

FC5 cof cof.

 

Cara, tenho um conceito de aprendizado bem diferente do seu. Estratégia para vencer um game, obter x, y ou z troféus. Isso não é um aprendizado que se leva pra vida!

 

Aprendizado é algo que você deve levar pra vida, pra se tornar uma pessoa melhor, livrar a pessoa de seus preconceitos, de te mostrar como é a realidade. Alguns jogos conseguem mexer contigo nesses aspectos... Rime (não joguei mas ouvi falar muito dele), Journey, Unravel, Abzu... Até o Homem-Aranha mostrou algo no final que mexe com os sentimentos das pessoas e nos fazem pensar. Em sermos melhores...  Até o The Last Of Us teve um pouco dessa carga emocional. Aprendizado pra mim é isso.

 

Videogame sempre foi entretenimento pra mim. Mas sempre que tem algo relacionado a fato histórico, mitologia, eu sempre procuro ler um pouco sobre. God Of War pra mim é maravilho por causa da adaptação de um tema que eu gosto muito, mitologia grega e agora a nórdica. Assassin's Creed pra mim é uma franquia muito bacana, mistura ficção com realidade, colocando figuras históricas no meio do jogo, dado uma visão diferente dos fatos históricos! O problema é que muita gente não olha esse lado, está mais interessado em reclamar da repetição, do gameplay.. não quer ver a história de fundo, não quer se aprofundar mais no tema. Assassin's Creed Origins veio com essa imersão colocando um pouco do cotidiano do povo Egipcio. Mas quantos pararam para ver e se aprofundar no fato histórico?

 

Hoje em dia o pessoal só quer saber de cair numa ilha e um ficar matando o outro. A molecada não quer saber de história, de aprendizado, de carga emocional... o que interessa é ter um K/D super foda! E a industria é apenas um reflexo disso tudo, ela entrega o que o povo quer... e o povo quer algo que não faça pensar, sentir ou aprender.

  • Curti 1

Compartilhe esta postagem


Link to post
Share on other sites

Quando eu disse que jogar não é aprender, me referia ao aprendizado tradicional: ninguém vai atrás de um jogo pra aprender sobre uma figura histórica, sobre um evento importante no mundo, etc.

Nós procuramos os jogos pela diversão - e por isso gostamos de vários tipos de jogos, desde jogos de corrida onde o que importa é só acelerar um carro numa pista bacana até os jogos mais trabalhados,

com história complexa, personagens bem constrúídos, etc. O aprendizado necessário pra vencer os desafios do jogo, a meu ver, é uma parte da diversão também.

E como eu falei antes, é claro que se um jogo consegue unir a diversão a algo que passe conhecimento, ótimo; mas o foco sempre deveria ser em diversão.

 

Hoje em dia o pessoal só quer saber de cair numa ilha e um ficar matando o outro. A molecada não quer saber de história, de aprendizado, de carga emocional... o que interessa é ter um K/D super foda! E a industria é apenas um reflexo disso tudo, ela entrega o que o povo quer... e o povo quer algo que não faça pensar, sentir ou aprender.

 

Nisso aí eu concordo e também discordo: sim, a molecada hoje só quer saber de bosta royale, mas não vejo esse foco em diversão simples como um ponto negativo. Pelo menos pra mim, o mais importante

sempre foi diversão nos jogos. Não me preocupo se a história é boa ou ruim ou se há algo importante a ser aprendido, desde que eu esteja me divertindo passando as fases.

Claro que há jogos onde a gente se envolve com o enredo e os personagens, e isso é muito legal - The Last of Us é um exemplo perfeito, mas não adiantaria o jogo ter uma história incrível se o gameplay fosse

uma porcaria.

Compartilhe esta postagem


Link to post
Share on other sites

Cara de pau. Justo da empresa que transforma um jogo com a história do AC em franquia anual e faz perder todo o sentido no decorrer do caminho...

 

Chega  a ser engraçado ler isso da Ubisoft!!!! Deve ser post relacionado com o momento de campanha eleitoral no Brasil, só pode! Hahahaha

Compartilhe esta postagem


Link to post
Share on other sites

Caraca juro que quando vi a imagem do Valiant Hearts pensei "porra vem algo legal por ai".

Mas realmente as declarações dele são totalmente contraditórias, como disse o @Herikr parece que ele fala em terceira pessoa dele mesmo...

 

Bom , muitos como eu já estão chegando na casa dos 50 (ou já passaram dos 40), ver um bitzinho de atari virar o que é hoje em dia, realmente mostra os vários lados dessa industria. Falta narrativa (coisa que Valiant soube exercer com toda glória), falta roteiro (que ultimo GOD of war trouxe bem pra @#$), enfim tem vários aspectos que faltam, quem produz jogos sabe quais são, mas sinceramente, o custo de produção , o prazo , o preço final e o medo de ousar e dar na trave são coisas que fazem com que todo mundo seja frouxo.

Compartilhe esta postagem


Link to post
Share on other sites

Cara, tenho um conceito de aprendizado bem diferente do seu. Estratégia para vencer um game, obter x, y ou z troféus. Isso não é um aprendizado que se leva pra vida!

 

Aprendizado é algo que você deve levar pra vida, pra se tornar uma pessoa melhor, livrar a pessoa de seus preconceitos, de te mostrar como é a realidade. Alguns jogos conseguem mexer contigo nesses aspectos... Rime (não joguei mas ouvi falar muito dele), Journey, Unravel, Abzu... Até o Homem-Aranha mostrou algo no final que mexe com os sentimentos das pessoas e nos fazem pensar. Em sermos melhores...  Até o The Last Of Us teve um pouco dessa carga emocional. Aprendizado pra mim é isso.

 

Videogame sempre foi entretenimento pra mim. Mas sempre que tem algo relacionado a fato histórico, mitologia, eu sempre procuro ler um pouco sobre. God Of War pra mim é maravilho por causa da adaptação de um tema que eu gosto muito, mitologia grega e agora a nórdica. Assassin's Creed pra mim é uma franquia muito bacana, mistura ficção com realidade, colocando figuras históricas no meio do jogo, dado uma visão diferente dos fatos históricos! O problema é que muita gente não olha esse lado, está mais interessado em reclamar da repetição, do gameplay.. não quer ver a história de fundo, não quer se aprofundar mais no tema. Assassin's Creed Origins veio com essa imersão colocando um pouco do cotidiano do povo Egipcio. Mas quantos pararam para ver e se aprofundar no fato histórico?

 

Hoje em dia o pessoal só quer saber de cair numa ilha e um ficar matando o outro. A molecada não quer saber de história, de aprendizado, de carga emocional... o que interessa é ter um K/D super foda! E a industria é apenas um reflexo disso tudo, ela entrega o que o povo quer... e o povo quer algo que não faça pensar, sentir ou aprender.

Man sou da mesma opinião que a sua, aprendizado levamos pra vida! Agora sobre o Rime, eu fechei tem umas 2 semanas e sinceramente, que puta jogo foda! Mexe mto com os sentimentos, não tenho vergonha em dizer que correram algumas lágrimas de tanto que mexeu cmg.... recomendo fortemente vc jogar

Compartilhe esta postagem


Link to post
Share on other sites

Falou uma pessoa da quarta empresa mais comercial e sem alma da indústria dos games (perde pra Nintendo, Actvision e EA \8).
Mas admito que a hipocrisia de alguém da própria ubisoft falar sobre a ausência de alma em jogos é no minimo intrigante... bom, pelo menos ele não tirou o dele da reta (apesar de não ter apontado o dedo para os responsáveis pelo estado confuso e atual da indústria \8)

Compartilhe esta postagem


Link to post
Share on other sites

Para um cara que está há 30 anos na indústria é uma declaração meio bizarra. A não ser que ele esteja se referindo somente a companhia em que ele trabalha ou não anda jogando os jogos da concorrência...

Compartilhe esta postagem


Link to post
Share on other sites

A serie Assassins Creed, o que sempre gostei é a fidelidade historica! Acho que aprendi na pratica mais com AC do que com aulas da historias no colegio!!

Compartilhe esta postagem


Link to post
Share on other sites

Eu jogo por diversão e alguns jogos contribuiriam muito para o meu caráter.

 

Acho que ele está se referindo ao Fifa, CoD, Fortnite e multiplayers em geral, só pode. De fato eles não visam ensinar nada, mas como disseram aí em cima, videogame é entretenimento e a indústria de jogos vai dar exatamente o que as pessoas querem.

 

Talvez seja por isso que não gosto muito desses jogos, particularmente gosto de me envolver com os personagens, vivenciar seus erros, acertos, comportamentos e atitudes. Um jogo com uma boa história sempre me prende.

 

A verdade é que tem jogos para todos os tipos e gostos, tem RPGs com otimas histórias e farms, tem jogos de esportes, jogos de corrida, garapas que só servem para nos dar troféus, tem os polemicos telltale, tem novels, tem os jogos de tiro, enfim, vai do gosto de cada um.

 

Falar que os jogos estão sem alma é totalmente desnecessário e uma grande mentira, você só precisa saber procurar o que você gosta. Videogame não é aprendizado é diversão, agora se rolar uma lição de moral, tá valendo, mas isso não deve ser obrigatório.

  • Curti 1

Compartilhe esta postagem


Link to post
Share on other sites

Eu jogo por diversão e alguns jogos contribuiriam muito para o meu caráter.

 

Acho que ele está se referindo ao Fifa, CoD, Fortnite e multiplayers em geral, só pode. De fato eles não visam ensinar nada, mas como disseram aí em cima, videogame é entretenimento e a indústria de jogos vai dar exatamente o que as pessoas querem.

 

Talvez seja por isso que não gosto muito desses jogos, particularmente gosto de me envolver com os personagens, vivenciar seus erros, acertos, comportamentos e atitudes. Um jogo com uma boa história sempre me prende.

 

A verdade é que tem jogos para todos os tipos e gostos, tem RPGs com otimas histórias e farms, tem jogos de esportes, jogos de corrida, garapas que só servem para nos dar troféus, tem os polemicos telltale, tem novels, tem os jogos de tiro, enfim, vai do gosto de cada um.

 

Falar que os jogos estão sem alma é totalmente desnecessário e uma grande mentira, você só precisa saber procurar o que você gosta. Videogame não é aprendizado é diversão, agora se rolar uma lição de moral, tá valendo, mas isso não deve ser obrigatório.

Nem, ele esta se referindo a mudança de tom da indústria na geração passada e subsequente o fato de que jogos hoje em dia são puramente entretenimento e metidos a esporte.

 

Tipo, no final da geração 32 bits o japão deu inicio a uma fase mais artística nos video games, com jogos tendo maior foco em narrativa, tendo desenvolvimento de personagens, enredos e uma mensagem junto deles, quase como a transição do cinema como pura diversão para arte. Esse movimento explodiu na geração 128 bits, criando jogos mais abstratos como shadows of colossus & Ico, obras legitimamente não ortodoxas e estranhas como Shenmue e até mesmo magna opus da simplicidade bem escrita, capazes de evocar sentimentos incomuns nessa indústria e nos prender de uma forma anormal a uma serie legitimamente arcaica (Insira o dragon quest que bem desejar nessa lacuna, mas nesse caso eu estou me referindo ao VIII XD), ou seja, diversão não era necessariamente o principal foco de vários desses jogos artísticos, o que nos levou a bater bota com críticos de cinemas para sermos considerados arte, algo que pelo menos em minha opinião deviamos ter continuado a tentar, verdade seja dita, muitos dos jogos que o pessoal aplaude como historias fantásticas do japão são legitimamente mal escritas quando postas em uma lupa critica, enquanto os do ocidente são visivelmente parasitas oportunistas que roubam ideias de outros lugares e rezam para ninguém notar (as vezes ate diálogos) mas hey, era um começo.

 

Passado essa geração, dois inimigos naturais dessa visão meio que se sobressaíram, a nintendo (Que abertamente não suportava isso e sempre considerou seus vídeo games brinquedos, criticando jogadores de rpg, ridicularizando os jogos e ate mesmo dizendo que video games são brinquedos e quem não acha isso é burro ou sem noção \8) se recuperou com o Wii e a Microsoft emplacou o 360 que por um bom tempo, foi o mais popular, e como um console americano, era maio óbvio que eles iam empurrar sua visão original (cujo qual eles conceberam) de mercado e bom, eles são jogos, eles não precisam ser muito mais que divertidos.

Consequentemente o japão minguou, usa se tornou o mercado mais importante "por muito" (agora sendo necessário triunfar lá para se sobreviver), onllne finalmente emplacou, fps se tornou o gênero mais popular e essa visão morreu para focarmos mais em um aspecto comercial e midiático.

Ainda existem resquícios do passado como Flower, Flow, Journey (os três da mesma empresa), valkyria chronicles (já que eu to jogando mais uma de suas sequencias desengonçadas), qualquer projeto da vanillaware, hellblade (Que eu não gosto, mas yeah, é artístico e queria fazer algo) e assim por diante, assim como existem aqueles oportunistas que tentam recriar essas experiências apenas por ter visto elas triunfarem, já pensando em lucros, mas isso não vem ao caso, o que vem é que em geral, jogos hoje em dia são construidos única e exclusivamente com uma visão mercadológica e midiática, de conseguir sucesso rápido, pegar uns trocados e obviamente, não se importar muito com o futuro dessa franquia, que com um pouco de cuidado, poderia se tornar algo perpetuo, simbólico, icônico e amado por milhões de pessoas que acabam tendo laços afetivos pessoais e pesados com algum momento, ao invés de um simples "dude, aquele chefe era difícil"

 

O que me choca nessa alegação do sujeito da ubi é que ele falou isso como se a ubisoft tivesse feito parte desse movimento, sendo que... dude, só existem três empresas grandes que não fizeram parte desse movimento artístico em algum momento de sua vida, a Actvison, Nintendo e comicamente, ubisoft, que das três é a mais eficiente em drenar jogos, atira-los no fogo e subsequentemente, abandona-los com o pretexto de que "outro jogo matou a franquia, não nós o.o".

É como se eles estivessem se escorando na frustração de Michel Ansel e o fato de que em algum momento, eles lançaram valiant hearts & child of light para dizer "dude, nos sempre apoiamos algo mais artístico"

So fucking weird...

 

 

PS: Só para não ser mal interpretado.

Eu não critiquei nada e nem sou a favor de jogos serem focados única e exclusivamente nesse lado mais artístico, abstrato ou focado em narrativa.

Assim como cinema, existe espaço para absolutamente tudo nessa indústria e um dos meus generos favoritos é beat'n up, que pode ser facilmente descrito como um "comando para matar", sem neurônios, maluco, barulhento, hilário, divertido bagaraio apesar de um pouco estúpido demais e repetitivo para qualquer pessoa lúcida que quer ver algo serio uahuhauhauha

  • Curti 1

Compartilhe esta postagem


Link to post
Share on other sites

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisa ser um membro para fazer um comentário.

Criar uma conta

Crie uma nova conta em nossa comunidade. É fácil!

Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Entrar Agora

×
×
  • Criar Novo...